Um pouco da bela história que nos trouxe até aqui

Os litorais gaúcho e catarinense, ao tempo da descoberta europeia no século XVI, eram habitados pelos índios carijós. Considerados, pelos colonizadores portugueses, índios dóceis, trabalhadores e bem-intencionados, sua denominação vem da sua miscigenação com os primeiros visitantes portugueses, espanhóis e africanos em suas viagens de descobertas. Desta união, resultou o nascimento de mestiços, mamelucos e cafuzos, alterando o aspecto dos indígenas, que passaram a constituir uma nova cultura, denominada de carijó, o que significa “arrancado do branco”, ou seja, o mestiço. Daí vem o costume de chamarmos de carijós às galinhas de coloração preto e branco. Foram eles, os carijós, os primeiros habitantes da região de Morro da Fumaça.

E vem de longe a importância do uso da argila da região, iniciando com os índios e aperfeiçoando com os imigrantes italianos, estes produzindo desde os primeiros e tradicionais tijolos maciços na época da colonização, até os mais usados hoje na arquitetura. Ao se passar por terras da região, a paisagem marcada pelas chaminés fumegantes das olarias artesanais mostra trabalho, marca territórios, anuncia técnicas rudimentares. Nelas, ainda a mão do homem se faz necessária. Delas, das mãos do homem, o maior valor da marca.

Segundo historiadores, os primeiros fundadores da região foram russos, letões, de origem alemã, vindos da Biello-Rússia (Rússia Branca), em 1900. Eram 65 adventistas e ocuparam a sesmaria que englobava Morro da Fumaça, Linha Anta, Linha Torrens e Demboski, mas não chegaram a dar nome ao lugar. Quem adquire e traz desenvolvimento àquelas terras são famílias advindas da Europa e que começam a usar das boas argilas da região para a produção de tijolos. O fundador da primeira olaria da Fumaça, em 1932 – ainda tocada a boi e cortado a fio de aço – e já com 3.000 peças de tijolos maciços por dia. Posteriormente tocada por motor alemão, Ofopidec, ainda presente na região, e com forno a base de carvão de lenha, que permitiu a produção de até 10.000 tijolos maciços por dia. Daí para frente, temos a supremacia italiana, dos novos colonizadores e voltados para a produção de tijolos e a proliferação das olarias que até hoje marcam a região. No resgate das primeiras pessoas envolvidas com a atividade oleira, surgem os nomes das famílias que são sinônimo de pioneirismo e garra: Bertan, Bortolon, Coral, Cechinel, Frasson, Guglielmi, Guollo, Maccari, Maragno, Matiola, Pellegrin, Polla, Rochi, Salvan, Sartor, Zaccaron.

Não por acaso, a marca Olivia Revestimentos Sustentáveis, dos irmãos Bruno e Lucas Frasson, naturais da região, nasceu da paixão e envolvimento com a essa terra que tão bem recebeu seus antepassados, tendo-se aqui terra como o solo, as pessoas, a história, as tradições. Vem de longe a importância do uso da argila da região, iniciando com os índios carijós e aperfeiçoando com os imigrantes italianos, estes produzindo desde os primeiros e tradicionais tijolos maciços na época da colonização, até os mais usados hoje na arquitetura. Ao se passar por terras da região, a paisagem marcada pelas chaminés fumegantes das olarias artesanais mostra trabalho, marca territórios, anuncia técnicas rudimentares. Nelas, ainda a mão do homem se faz necessária. Delas, das mãos do homem, o maior valor da marca.

E o resgate de uma tradição de família. Olívia vem pautada na paixão pela terra e por tudo que vem dela e no respeito que isso pede e traz: uma produção totalmente sustentável, baseada na mistura original de argilas, sem qualquer outro aditivo, no envolvimento da mão de obra local, e na queima bem pensada em fornos alimentados por resíduos de serrarias. Afinal, são novos tempos, onde o viver o hoje pensando no amanhã é o ponto fundamental.

Referências:
Cunha, Y.M. Aspectos da paisagem oleira de Morro da Fumaça. Dissertação de Mestrado em Geografia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2002.

Fotos: mineiros.com, Divaldo Moreira e

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